segunda-feira, 15 de julho de 2024

Quantos grupos e interpretes de samba e pagode existem em Porto Alegre atualmente? você sabe?

O SBNM vai começar uma pesquisa para trazer pra vocês.

domingo, 18 de setembro de 2022

Rogerio Wanderley

Da Oralidade a Nuvem

 

Foi quando comecei a frequentar e fazer parte de partido político e ações visando o empoderamento e ascensão da negritude, que ouvi pela primeira vez, duas palavras que são mantras: “ancestralidade” e “oralidade”. Tudo vem dos nossos antepassados e tudo passa de geração a geração pela palavra. Soa poético e saudosista, porém pouco úteis nos dias de hoje. Sabemos mais do que nunca, da importância de registrar toda e qualquer ação. Porém trazer à luz fatos, situações, histórias, personagens e pessoas torna-se um desafio muito maior. E nessa segunda situação é que está o nosso pecado. E isso se dá muito pela falta de registro, e o descaso de nossas famílias com nossa história. Descaso sim. E tem situações distintas quanto a isso. A primeira é a religiosidade. Nos terreiros tudo é passado pela ancestralidade: os guias espirituais, os chefes das casas, os filhos mais antigos, passam aos mais novos ou recém chegados as histórias e os ensinamentos. Como a convivência, os trabalhos, as tarefas, os ritos são diários ou quase, nada se perde. Pouco se transforma ou modifica pela atualização da sociedade ou materiais disponíveis.

Já nas outras formas de organização social da comunidade negra o mesmo não acontece. Os clubes sociais, os times, as sociedades assistenciais, blocos e escolas de samba pouco tem de registro de antigas formações comprometendo assim a sua própria história. Muitas famílias negras que fazem ou fizeram parte dessas organizações, perderam, extraviaram ou colocaram no lixo deliberadamente, documentos, fotos, atas, listas de participantes, registros de eventos por motivos variados. Mudança para casa nova com menos espaço, falecimento de parentes, desinteresse na organização fundada por familiares ascendentes. Dessa forma torna-se urgente o registro de todas as pessoas mais antigas que ainda lembram de fatos, situações, histórias, pessoas e lugares para montarmos o grande quebra-cabeças que é o passado do povo negro. Passado, que se não for registrado poderá ser apagado e substituído. Para explicar relato dois fatos, um de vinte e dois anos atrás. Fui com minha esposa e nosso primeiro filho até Terra de Areia para o batizado do primeiro filho de um amigo da época da Força Aérea. No caminho arté a igreja, passamos por um desfile civil na rua. Um grupo de mulheres cantava a música tema do filme “O Quatrilho” que havia concorrido ao oscar em Hoolyhood. Meu amigo ficou indignado e perguntei o motivo. Disse-me então que a tradição local era na verdade o “Terno de Reis”, uma tradição que veio com os portugueses e que foi tomada, reforçada e amplificada pela população negra. Aí então reparamos, que no desfile, não havia nenhuma referência a participação dos negros residentes no litoral. Falei então ao meu amigo que se a sua família e ele não se posicionassem, nos anos seguintes o fato se repetiria até ser eliminada a participação negra em qualquer manifestação cultural na cidade. O segundo exemplo, também do litoral é o “Boizinho da Praia”. Recentemente Ivan Terra, natural de Porto Alegre e residente na praia de Cidreira no programa De Bate & Papo de Parceiros, relatou o trabalho que tem feito para resgatar a tradição praieira. Tradição essa que passa pela população negra. Entusiasta do nativismo, Ivan ao se instalar na cidade percebeu que a tradição marisqueira estava perdendo força, quase extinta. Tanto que há quase cinquenta anos não se praticava. O Boizinho da Praia, é um festival típico dos litorais de todo Brasil. Tem muitos nomes em várias regiões: Boi Bumbá, Boi de Mamão, Boi de Reis, Bumba Meu Boi e tantos outros. E junto com o boi, vem outros personagens míticos como: o Minhocão da Lagoa do Armazém, a Sereia da Praia de Cidreira, o Boto Encantado da Barra do Imbé que compõe a sua história. Também tem a cultura gastronômica e musical com o uso de chocalhos e o Tambor Praieiro que tem diferentes tamanhos e sonoridades, feitos de maneira artesanal. Mas tudo isso, precisa ser registrado em todas as mídias, em todas as casas de cultura e nas famílias ou daqui a um tempo estaremos fazendo novo resgate. E hoje em dia não há mais a desculpa de espaço físico, temos muitos meios digitais para arquivar e manter viva a tradição da população negra do Rio Grande do Sul. Seja por curiosidade, seja por interesse em participar, seja para atrair e fomentar o turismo, seja para gerar emprego e renda, motivos não faltam para se registrar e resgatar as memórias dos mais antigos, os 60+, os 70+, os 80+ e os 90+ mostrando respeito. Mantendo vivas as tradições para nós e as futuras gerações negras.

terça-feira, 23 de agosto de 2022

 

As Rodas de Samba em Porto Alegre

 No último dia dos Pais, o jornal Zero Hora de Porto Alegre no caderno DOC, publicou uma matéria sobre as atuais rodas de samba que acontecem na capital gaúcha. São citados novos locais e lugares tradicionais. Lugares que antes nem se imaginaria ouvir samba e outros onde o samba foi a única manifestação artística. O que fica bem perceptível é que o samba agora tem tribos distintas, mas que se unem também em qualquer dos ambientes, sem qualquer preconceito. Os novos locais caracterizam-se por acontecerem em lugares que o povo do carnaval pouco ou nunca frequenta como o Bom Fim ou o 4° Distrito. Neles tem um público mais jovem e também mais de pessoas brancas. Nessas rodas de samba se tem uma menor preocupação com a roupa. Pode ser aquela de todo dia ao sair do trabalho quando a pessoa para dar uma espiada, indo ou voltando da aula. Às vezes até voltando de uma corrida de bike. As músicas, na maioria são pagode de guri de apartamento, Dilsinho, Tiee, Ferrugem e quase nunca nada feito aqui na cidade. As pessoas dançam pouco e o que se vê é uma desordem. Na mesma evolução se vê passos de samba raiz, samba duro, compasso e gafieira. A bebida é kit ou cervejas artesanais que são mais caras e o horário é de matiné. No máximo até a meia-noite, como o baile da Cinderela acaba. Já os locais tradicionais, tem as escolas de samba e o bairro Menino Deus como cenário. A matéria cita a quadra da Praiana, tradicional escola de samba. Campeã e inovadora na cidade, tem mantido as rodas de samba. Ali o samba é mais raiz, as pessoas são da comunidade do carnaval, do samba. São compositores, ritmistas, foliões, passistas, destaques, porta-bandeiras e mestres-salas de várias escolas de samba de Porto Alegre. São pessoas que não vão para ver e serem vistas, vão por que o samba está no DNA, tradição passada de Pai e Mãe para filhos e filhas. O repertório, vai desde os clássicos dos carnavais da cidade e sambista locais que gravaram como Pau Brasil, Bedeu, Medina , Paulão da Tinga, Porto Alex, Roberto Costa e outros. Aquele samba mais cadenciado, na manha por quem sabe fazer o som. Outro local citado é o tradicional Boteco do Caninha que leva o apelido do proprietário. Lá além das mesmas características comentadas na Praiana também tem um viés esportivo visto que muitos dos frequentadores são veteranos do futebol de várzea da cidade. O Grupo Canela Preta, que homenageia os primeiros negros a jogarem futebol no Rio Grande do Sul faz lá as suas reuniões. Também é comum ver grupos de amigos fazerem churrasco, para comemorarem algo ou só pelo ambiente mesmo. Nos dois locais, mesmo que seja na semana ou finais de semana a roupa é sempre um pouco mais caprichada. Neles a cerveja são as populares sempre ao gosto do frequentador. A única coisa que deveria diferenciar é também o horário. Tem que acabar cedo. Isso não é o que o povo do samba gosta. O povo do samba gosta de cruzar a madrugada, curtir até de manhã. Esse hábito tem sofrido pressões dos moradores dos condomínios próximos. O Boteco do Caninha está sendo pressionado pelos condomínios pela questão do som alto. E não se tem notícia de a comunidade do samba e do carnaval tenha feito algum movimento para ajudar o proprietário a fazer um isolamento acústico. Fato já resolvido nos CTGs. Isso poderia contribuir para que o local permaneça no mesmo lugar. Basta lembrar o que aconteceu com a Imperadores do Samba. Ela estava há anos num local consagrado pelo uso mas quando a questão foi para a justiça não houve tentativa de acordo de supressão do som pelo isolamento acústico e ela teve que mudar de lugar. O exemplo está ai, bem vivo.

Rogério Wanderley Oliveira

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

FEIJOADA AMIGA

 

Neste 31/07/2021 decidimos sair das telas de celulares e notebooks para um encontro "fisico", material do nosso grupo DeBate & Papo com Parceiros! Escolhemos o Chalét da Praça XV e sua tradicional feijoada da estação.Estávamos Luiz Carlos e Geraldo das Neves - a esquerda - na cabeceira da mesa - sem obrigatoriedade de quitar a despesa -  Jaci Alcantara, pela direita Joel Domingos -  o fotografo - e Rogerio Wanderley! Ausentes os componentes Neila Prestes – prof. e Silvio Leal - ativista cultural. Saimos dali para uma visita prazerosa à um grande cidadão de nossa cidade mestre Paraquedas!





 

quarta-feira, 6 de maio de 2020

MORRO DO SAMBA VIVO



MORRO DO SAMBA VIVO
Musica de Pablo Meira Martins
Vencedora do 7º Festival de Musica de Porto Alegre, realizado em 2004
Representando a Região Humaitá

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Jorge, nos guarde e nos proteja
Salve Jorge!!!

domingo, 5 de abril de 2020

Alô pessoal, boa noite! Estou voltando ao blog, estive aqui ontem(04/04), para continuar uma "familiarização" com o espaço midiático! Estive falando a pouco com o criador desta criatura pedindo dicas de como aqui chegar e atuar como colaborador! A idéia do SÍLVIO sempre foi democrática. O papo normalmente será samba, mas não UNICAMENTE! Informações virão ou, quem sabe, já constem nas informações iniciais da apresentação deste espaço. Em nossa conversa meu amigo me indicou WINDOWS MOVIES MAKER para transferir fotos, clips, vídeos para a página, só que meu sistema não contem esse aplicativo e eu quero muito fazer isto! BAH, mas BAH, olha só, " fuçando" achei um meio de transferir os conteúdos que eu quero lhes mostrar, olhem aí em cima, só falta clicar na seta no centro do imagem e vocês ouvirem o samba - ritmo, andamento, letras, breques - a que me referi no comentário de ontem! CURTAM!!!!!